sexta-feira, 27 de janeiro de 2023

A introspecção Iogue como novas perspectivas para à investigação científica


A introspecção Iogue como novas perspectivas para à investigação científica

Nossa jornada investigativa do mundo, partiu daquilo que vinha aos nossos sentidos

Na maioria esmagadora das empreitadas no ocidente em se investigar seus objetos de pesquisa, nossos cientistas, tomaram como caminho à investigação com base no externo, ou seja, na experiência objetiva, operando através de suas mentes (intelectualidade), racionalizando e conceituando os fenômenos da vida seja ela material, psicológica, mental. A partir de um ponto de investigação exterior, raras e excedentes foram os esforços de se utilizar a introspecção como possibilidade ou forma de se investigar os fenômenos internos da mente, do psiquismo da consciência e até mesmo usar a introspecção como uma forma para se investigar fenômenos externos percebidos através de nossa senso-percepção. O autor Alan Wallace especialista em Budismo Tibetano aonde aborda a investigação científica, filosófica e contemplativa orientais e ocidentais diz em seus comentários sobre o texto-Raiz “A iluminação da sabedoria primordial” de Dudjom Riponche que: “Os materialistas se perguntam: O que acontece com a consciência após a morte? Não é possível ver nada, o cadáver não faz nada, não apresenta nenhum tipo de comportamento, o cérebro está inerte, e portanto, a consciência não existe. Isso é inteligente? Você não consegue detectar a consciência nem mesmo quando a pessoa está viva! E agora que você não consegue detectá-la quando a pessoa está morta, você diz que ela não existe? Isso é estúpido! Isso não merece refutação, merece uma gargalhada! Se você não encontra, esforce-se mais!”. O sentido de esforçar-se aqui para o autor, está querendo nos dizer no sentido da auto investigação da consciência através da própria prática meditativa. Nesse perspectiva o sujeito se torna o próprio observador e objeto a ser observado, ou seja, é a pesquisa de nós mesmos.

Pessoalmente, acho que tal caminho tomado “o do pesquisar os fenômenos objetivos” foi o caminho mais natural pelo fato de nossas experiências sensoriais serem a forma mais óbvia da qual somos impactados de aferirmos a realidade que nos anuncia através de nossos aparelhos da senso-percepção.


Mas afinal, teria alguma outra forma de se investigar a psique?

Assim como já se conflitou a visão teocrática do transcedente nas religiões, aonde através do renascimento vai se consolidando uma visão imanente e racional da vida, gradualmente numa forma cada vez tendo mais como bases fundamentais a razão e o método científico de se analisar os fenômenos naturais, ou seja, a ciência natural, aquilo que é observado, medido e passível de reprodução. Porém, em nosso tempo, a ciência e a formas laboratoriais, experimentais e estatísticas de se produzir ciência, veem sofrendo novos acréscimos como por exemplo, se pensarmos na possibilidade que a mente do observador poderia de alguma forma “misteriosa ou leis que desconhecemos ainda a sua mecânica” influenciar o objeto que está sendo observado como vemos nas pesquisas relacionadas ao enigma quântico da dualidade onda-partícula de acordo com a observação ou não de um sujeito, ou também poderíamos pensar em pesquisas como às dos fótons e cérebros correlacionados por não localidade quântica, pesquisas e fatos científicos esses que trazem profundas reflexões nos parâmetros que criamos para se analisar fenômenos externos da matéria (natureza).

No campos das pesquisas nas áreas humanas e especificamente da psique, a utilização da introspeção meditativa como uma forma de investigação dos nossos comportamentos, do inconsciente, do conteúdo do nosso amplo espectro de consciência como: pensamentos, sentimentos, emoções, imagens mentais, memórias, estados alterados de consciência entre outros aspectos, tudo isso passa a ser investigado não só de um ponto de vista objetivo como na área das neurociências, mas também de um ponto de vista interno através das práticas meditativas, ou seja, os esforços de trazer a introspecção para a pesquisa científica já se iniciou desde o século passado, porém, ainda estamos no início desses esforços.

Mesmo na própria psicologia o psicanalista Bleger, quando vai dimensionar a psicologia enquanto ciência, esse diz que ela não pode estar restrita ao mesmo modelo das ciências naturais, pelo fato de analisarmos seres humanos e não objetos, nesse sentido, uma ciência ou prática psiquiátrica, psicológica que têm como “objeto” de pesquisa o próprio ser humano, esta deveria ter como premissa, o fato de que o estudo do ser humano é atravessado pelo simbólico, pelo subjetividade como condição intrínseca ao sujeito e a intersubjetividade entre analista e analisado uma dimensão subjacente ao processo de investigação no campo da psique, o que nos confere o entendimento de pensar, que colocarmos o saber científico pragmático e objetivo para o sujeito humano, é entendermos que esse não se encontra limitado a uma ordem estritamente objetiva e materialista, pois a nossa natureza como um todo não está limitada apenas a isso. Isso nos faz pensar que qualquer método ou abordagem científica que não levem em consideração o subjetivo e o simbólico em suas premissas investigativas, seria o mesmo que entendermos que partimos de uma perspectiva incompleta e limitada.

Por outro lado, pensando na introspecção meditativa como uma forma de investigação científica, quero salientar aqui, que estou preferindo usar a palavra interno ao invés de subjetivo, pelo fato de que se pensarmos em termos de uma auto investigação subjetiva, partimos de um ponto aonde essa não é passível de ser reprodutível ou atribuir-lhe um caráter objeto, ou seja, testado e reprodutivo como um fato científico do ponto de vista das ciências naturais, porém, interno aqui, parto do argumento que ao fazermos uma auto investigação através de métodos introspectivos meditativos, é passível com a prática, construir conhecimentos sólidos sobre aspectos no que tange a auto-investigação que o sujeito realiza de si próprio e que a partir desse lugar interno, se descubram informações que são comuns e universais a todos nós, assim como descobrimos leis naturais que hoje nos utilizamos destas através de tecnologias, pode parecer contraditório, mas é como se no processo de se investigar fatos científicos a partir da introspecção meditativa, inicialmente teríamos que levar em consideração que tal forma de investigação por ser ampla e abrangente, ela necessita que consideremos a subjetividade e o simbólico que perpassam os sujeitos em um primeiro momento, ao mesmo tempo que a partir disso, entremos em contato com fatos científicos tão objetivos como acontece nas investigações pragmáticas pelas ciências naturais.

Um exemplo que gosto de mostrar, é pensar em uma pessoa que comece a meditar, sendo que inicialmente em seu processo de auto investigação ela entrará em contato com coisas que são muito pessoais e intransferíveis ou irreprodutíveis para ela naquele momento, o que lhe confere um caráter de uma experiência na esfera do espectro subjetivo e simbólico, porém, com o tempo e prática, ela descobrirá coisas a respeito de si, do ser humano, da mente e da consciência que são tão objetivos e claros, que será capaz de explicá-los e fazer com que os outros os reproduzam assim como os cientistas que testam experimentos de outros pesquisadores em seus laboratórios chegam as mesmas conclusões que os propositores daquele determinado experimento.

Nesse sentido, vou tomar a liberdade de me referir aos Iogues, sejam estes ligados às tradições Budistas, Induístas ou Taoístas como “cientistas da consciência” pois até onde as minhas investigações internas e externas tangenciaram no dia de hoje, não encontrei “nem de longe” nenhum escrito das grandes mentes da psique no ocidente como: Freud, Lacan, Jung, Pierls, Reich, Skinner entre outros, que foram a lugares tão profundos quanto a investigação da consciência humana como os mestres realizados do oriente a que me referenciei anteriormente, porém, que fique claro que esse é um ponto de vista pessoal.

Costumo pensar que quando balizamos os nossos comportamentos, o nosso estado orgânico, nosso inconsciente, a linguagem verbalizada tecendo o entendimento que temos das coisas e de nós próprios, mesmo que parecendo muito amplo isso tudo, ainda sim, não passam de apenas uma parte da fatia do espectro da realidade potencial que nos cerca. Nenhuma forma de construção do conhecimento é completa por si e como tal deixa de comtemplar outras possibilidades de se olhar a realidade e como consequência deixa-se de perceber outras formas e visões de se investigar e experimentar a constatação de fatos que nos rodeia. Nesse sentido trazendo então uma outra possibilidade e método científico para se investigar principalmente o que tange as ciências humanas percebo que a “introspecção meditativa” ou uma forma de investigação científica tendo como método o uso da contemplação, ainda não é utilizado como parte do nosso instrumental de protocolos ou “modus operandi” para se fazer ciência ou pelo o menos, foi adotado em excetas situações experimentais para se constatar os fatos científicos.

A introspecção meditativa ou uma forma contemplativa empregada como método científico na realidade não é uma boa nova, pois sabemos historicamente que antes do método científico a prática científica já teve os métodos contemplativos como formas de aferir a realidade, porém, talvez para alguns que leem esse artigo, poderiam estar se perguntando: “Essas reflexões e argumentos tecidos acima, sobre o resgate de uma forma de se fazer ciência através de métodos que usam em suas bases instrumentais e metodológicas a contemplação ou meditação, não estaríamos aqui nesse momento, tomando uma decisão retrógrada e correndo o risco de novamente optar por práticas que vão ao desencontro da razão, do método científico e de uma prática que toma como aferição da realidade fatos comprovados e reprodutíveis, trocando esses novamente por crenças irracionais, irreprodutíveis e dogmáticas?”

Esses são importantes e necessários questionamentos e se realmente o movimento de “resgate” dos métodos contemplativos como formas de se fazer ciência, fossem providos das mesmas ignorâncias praticadas no passado, estaríamos com certeza cometendo um sério erro e de fato, colocando em risco de perdermos conquistas da descoberta científica, por práticas negacionistas como estamos assistindo nesse momento através de teoria de terraplanistas, grupos com tendências autocráticas e etc. Mas ainda respondendo a esse dilema, hoje, entendo que o ponto crucial para essa questão, é ampliarmos um pouco mais, para as grandes dificuldades históricas de consenso entre às investigações físicas com a investigações da metafísica, e para compreendermos interseções possíveis e mais adequadas para esse dilema histórico, eu diria que encontraríamos respostas através dos achados dos Iogues orientais e toda sua epistemologia de investigação da vida a partir da auto-investigação interna que estes construíram durante milhares de anos e que em nossa história ocidental não tínhamos acesso a esses “tesouros raros” vindos do oriente, em outras palavras, se aprofundarmos nos métodos desses Iogues, iremos ver que esses são de uma minucia e meticulosidades no que diz respeito à investigação da consciência humana que ouso dizer que ainda desconhecemos aqui no ocidente, mas que por algum motivo, da década de 50 do século XX para cá, nós ocidentais estamos sendo agraciados com essa oportunidade que está acontecendo entre as pontes que estão sendo erguidas entre as epistemologias orientais e ocidentais.

 

Os “cientistas Iogues” através da introspecção meditativa fizeram sua jornada investigativa ao mundo interior e a partir de uma visão interiorizada é que foram compreender o que se manifestava diante de seus sentidos, advindos do mundo exterior.

Se pensarmos no sentido da visão como algo além da esfera de um sentido físico, podemos contemplar que a visão é um processo de construção do qual o sujeito faz a partir da sua elaboração interna a partir das experiências externas, então entendemos dentro de um ponto de vista das psicologias ocidentais, que a realidade objetiva está constantemente influenciando ou moldando a realidade subjetiva do sujeito e vice-versa. Porém, se pensarmos dentro de um ponto de vista de uma epistemologia da auto-investigação meditativa Iogue, tece-se a ideia ou uma premissa, que existe uma causa inerente ou poderíamos dizer de forma reducionista, de uma “realidade interna” que não é tocada por essa realidade externa que nos influencia. Para ampliar um pouco, essa dita “realidade interna”, ela é intocável pela experiência externa no sentido de influencia-la ou molda-la, é como se tivesse uma condição inerente ou parte integrante de nossa natureza, a “consciência primordial” da qual entende-se que não há acessamos por uma prática investigativa exterior e sim e somente por uma prática de auto-investigação interna, em outras palavras, o instrumento ou o objeto de pesquisa que temos para fazer isso, não são máquinas e sim, nós mesmos. Esse não acesso a essa natureza inerente, primordial, é comumente ofuscada, ou nublada como os orientais gostam de dizer, pela tagarelice de nossas mentes e que com essa não prática e treinamento auto-investigativo, ficamos perambulando de um lado para o outro, sempre respondendo aos estímulos sensoriais internos como pensamentos, ideias, imagens, lembranças, memórias e os estímulos sensoriais externos advindos dos nossos mecanismos da senso-percepção, e por todos esses estímulos incessantes, não acessamos essa natureza primordial que é anterior a toda forma de manifestação que identificamos e podemos nomear.

A fundamentação, ou a base que irá mover a prática dessas investigações Iogues, partem de uma perspectiva ou de uma base epistemológica de compreender como nos afastamos dessa nossa consciência primordial, de natureza inerente, não criada, não nascida e nunca cessada, sempre presente. Nesse sentido, quando partimos de uma perspectiva desse “algo” inerente que só pode ser acessado de um ponto auto-investigativo ou um direcionar da nossa observação sobre um objetivo interno e não externo, entendemos que essa maneira investigativa Iogue ela têm a sua gênese em olhar para uma realidade interna e não externa. Costumo pensar que diferente das ciências naturais que procuraram investigar os fenômenos externos observáveis, os Iogues procuraram observar os fenômenos internos, mas que também são passíveis de serem observados. Nesse sentido os cientistas Iogues através da introspecção meditativa fizeram da sua própria jornada investigativa do mundo interior primeiro e a partir dessa é que teceram suas percepções sobre o mundo exterior ou o mundo das formas como a viam.

Quando é dito nos textos budistas como o da “Prajna Paramita” a Perfeição da Sabedoria o seguinte axioma: “Forma é vazio e vazio é forma”, podemos pensar que a partir desse olhar interno que alcançou a visão da consciência primordial, não nascida e não criada, esses sujeitos que conseguiriam relembrar e sustentar essa visão natural e intrínseca, passaram a entender que as formas como a vemos elas não só são impermanentes ou transitórias como elas não tem fixidez nenhuma, por isso forma é vazio, porém, ao mesmo tempo, dessa possibilidade de liberdade de manifestação dos fenômenos naturais, pois nada sendo fixo, todas as coisas em si, tem a capacidade de manifestarem formas temporárias, no entanto, nada do que podemos denominar como objeto é permanente e sendo assim, é composto por natureza inerente por si mesmo.

 Quando olhamos para essa axioma Budista: “forma é vazio e vazio é forma”, podemos ver alguns paralelos com a mecânica quântica aonde em seu campo de investigação da própria matéria ou seja, da forma, começasse a compreender que a forma dos objetos que vemos, aonde quanto mais vamos adentrando e investigando em direção ao interior da estrutura atômica dos objetivos, cada vez mais, vai se entendendo que a natureza material propriamente dita também não existe e sim partículas subatômicas cada vez menores indo ao encontro de um estado não material inexorável, ou seja, o vazio.

A partir dessa prática auto investigativa Iogue do qual estes cientistas Iogues compreenderam a natureza inerente que permeia todos os seres e todas as coisas, vamos dizer que eles passam a entender e se relacionar com o “mundo das formas e objetivos” a partir de uma perspectiva interna e não externalista como a prática pelas ciências naturais, aonde entende o seu objeto de investigação como uma realidade inerentemente externa e que têm natureza inerente a si mesmo, pois entendendo-se como fato “realidade”, aquilo que vemos, tocamos, medimos e até certo ponto, sentimos. Refletindo sobre isso, penso que temos aqui, duas perspectivas ou fundamentações epistemológicas muito distintas para se investigar a vida e seus fenômenos. De um lado, temos as ciências naturais que partem de um observação externa que acredita na realidade do objeto que se investiga, fazendo com que todo o impulso ou esforço criativo por essa base epistemológica nasça de uma ação em transformar o mundo das formas em experiências e temos de um outro lado, uma forma epistemológica e não menos científica ao meu ver que irá ter como observador, a própria consciência do sujeito que se auto-investiga, ou seja, nós além de sermos os observadores, nos tornamos também o próprio objeto de observação.

A minha principal motivação aqui, não é refutar uma forma de se fazer ciência em detrimento de outra, pois como já falado antes, todas elas são válidas e tem as suas contribuições, porém, a questão na qual quero chamar a nossa atenção, é para a importância e o legado dessas ciências auto-investigativas Iogues, que através de práticas contemplativas e meditativas, tem muito para nos ensinar, não só em termos de se fazer e pensar em ciência, como também em termos de um conhecimento e uma sabedoria que nos ajudará a lidar com as nossas questões de ordem psíquica, humanas, sociais, históricas e espirituais.


Não deveríamos estar negligenciando as introspecções Iogues em nossas formas de se olhar e fazer ciência

A grande discussão que quero trazer, não é questionar as práticas dos cientistas em investigar a realidade dos comportamentos de quais fenômenos naturais forem, seja através dos laboratórios, experimentos e estatísticas, quero chamar atenção que enquanto métodos de se fazer ciência, não estamos nos utilizando de um grande legado deixado pelos povos orientais que desenvolveram toda uma sistematização de auto-investigação interior que ampliam a nossa compreensão sobre a natureza de nossa mente, consciência e psiquismo, aonde esses não só revelam marcadores claros de como estamos nos aprofundando nessa auto ciência ou auto-investigação através da prática meditativa, como também salientam que estas práticas são de fundamental importância para compreendermos a nós mesmos. Essa ponte quanto ao uso da introspecção meditativa como parte do processo de investigação nas ciências como um todo, mas principalmente nas ciências humanas, da psique, da medicina e sociais, seria de suma importância para entendermos questões que talvez estejamos sem possibilidades de respostas nesse momento.

As ciências orientais, como limitadamente entendidas apenas como manifestações religiosas alicerçadas em crenças sem a prerrogativa de serem passíveis de questionamento e de serem investigadas, experimentadas e testadas, são severamente mau compreendidas e interpretadas e por esse motivo, é lamentável que ainda estejamos engatinhando em passos de tartaruga para unirmos o que há de melhor nas descobertas investigativas do mundo exterior pela ciência ocidental e nas descobertas investigativas do mundo interior pelas ciências orientais. Precisamos ampliar algumas concessões para experimentarmos outros métodos de se fazer constatações científicas como por exemplo o uso da introspecção como parte integrante a um método de investigação científica, trazendo uma perspectiva distinta sobre o se fazer ciência que talvez inicialmente seja pouco compreensível para a forma ocidental de se fazer e entender como prática e metodologia científica. A “Ciência Iogue” parte de uma premissa que o ato de se conhecer a realidade externa, inicia pela ação “prática consciente” de se conhecer a realidade interna. Em termos simples, o Iogue adota os elementos simbólicos ou não objetivos da vida como uma de suas bases para se investigar os fenômenos objetivos da vida.

O meu intuito não é aqui em hipótese nenhuma questionar que um fato científico comprovado o seu comportamento (a sua mecânica) em um laboratório ou em estatísticas experimentais, seja uma prática desprezível sem a sua validade enquanto ato, ação e método de se fazer ciência, se meus esforços fossem nessa direção eu não consultaria um fisioterapeuta, um médico ou me convenceria dos resultados e descobertas da ciência ocidental. Colhemos e continuaremos a colher esforços das mentes brilhantes que ajudaram a desenvolver conhecimentos que beneficiam toda a humanidade e todas as formas de vida, porém, a questão central aqui é:

Se a dimensão simbólica, subjetiva ou até mesmo sutil da vida, são parte integrante do amplo espectro da natureza humana, porque estamos desconsiderando essas outras formas de se olhar para a vida e de se fazer ciência e em consequência disso, não poderíamos estar deixando de praticar determinadas , abordagens, conhecimentos ou possibilidades de investigação científica que conseguiriam adentrar nessas realidades simbólicas (psíquicas, mentais e espirituais) da dimensão do ser e que ainda não foram devidamente exploradas por nossas medicina, sociologia e psicologias ocidentais?

 

                                                                                                       @professormichelalves


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